O Blog para quem gosta de curiosidades históricas

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

13 de set de 2014

10 mitos sobre a ditadura no Brasil


10 mitos sobre a ditadura no Brasil

Em 1964, ocorreu um golpe de estado que derrubou o presidente João Goulart e instaurou uma ditadura no Brasil. O regime autoritário militar durou até 1985. Censura, exílio, repressão policial, tortura, mortes e “desaparecimentos” eram expedientes comuns nesses “anos de chumbo”. Porém, apesar de toda documentação e testemunhos que provam os crimes cometidos durante o Estado de exceção, tem gente que acha que naquela época “o Brasil era melhor”. Mas pesquisas da época – algumas divulgados só agora, graças à Comissão Nacional da Verdade – revelam que o período não trouxe tantas vantagens para o país.
Em uma época em que não é incomum ver gente clamando pela volta do regime e a por uma nova intervenção militar no país, decidimos falar dos mitos sobre a ditadura em que muita gente acredita.

1. “A ditadura no Brasil foi branda”

10 mitos sobre a ditadura no Brasil
Pois bem, vamos lá. Há quem diga que a ditadura brasileira teria sido “mais branda” e “menos violenta” que outros regimes latino-americanos. Países como Argentina e Chile, por exemplo, teriam sofrido muito mais em “mãos militares”. De fato, a ditadura nesses países também foi sanguinária. Mas repare bem: também foi. Afinal, direitos fundamentais do ser humano eram constantemente violados por aqui: torturas e assassinatos de presos políticos – e até mesmo de crianças – eram comuns nos “porões do regime”.
Esses crimes contra a humanidade, hoje, já são admitidos até mesmo pelos militares. Para quem, mesmo assim, acha que foi “suave” a repressão, um estudo do governo federal analisou relatórios e propõe triplicar a lista oficial de mortos e desaparecidos políticos vítimas da ditadura militar. Ou seja: de 357 mortos e desaparecidos com relação direta ou indireta com a repressão da ditadura (segundo a lista da Secretaria de Direitos Humanos), o número pode saltar para 957 mortos.

2. “Tínhamos educação de qualidade”

10 mitos sobre a ditadura no Brasil
Naquele época, o “livre-pensar” não era, digamos, uma prioridade para o regime. Havia um intenso controle sobre informações e ideologia – o que engessava o currículo – e as disciplinas de filosofia e sociologia foram substituídas por Educação, Moral e Cívica e por OSPB (Organização Social e Política Brasileira, uma matéria obrigatória em todas as escolas do país, destinada à transmissão da ideologia do regime autoritário). Segundo o estudo “Mapa do Analfabetismo no Brasil”, do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), do Ministério da Educação, o Mobral (Movimento Brasileiro para Alfabetização) fracassou.
O Mobral era uma resposta do regime militar ao método do educador Paulo Freire – considerado subversivo -, empregado, já naquela época, com sucesso no mundo todo. Mas os problemas não paravam por aí: com o baixo índice de investimento na escola pública, as unidades privadas prosperaram. E faturaram também. Esse “sucateamento” também chegou às universidades: foram afastadas dos centros urbanos – para evitar “baderna” – e sofreram a imposição do criticado sistema de crédito.

3. “A saúde não era o caos de hoje”

10 mitos sobre a ditadura no Brasil
Se hoje todo mundo reclama da “qualidade do atendimento” e das “filas intermináveis” nos hospitais e postos de saúde, imagina naquela época. Para começar, o acesso à saúde era restrito: o Inamps (Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social) era responsável pelo atendimento público, mas era exclusivo aos trabalhadores formais. Ou seja, só era atendido quem tinha carteira de trabalho assinada.
O resultado era esperado: cresceu a prestação de serviço pago, com hospitais e clínicas privadas. Essas instituições abrangeram, em 1976, a quase 98% das internações. Planos de saúde ainda não existiam e o saneamento básico chegava a poucas localidades, o que aumentava o número de doenças. Além disso, o modelo hospitalar adotado relegava a assistência primária a segundo plano, ou seja, para os militares era melhor remediar que prevenir. O tão criticado SUS (Sistema Único de Saúde) – que hoje atende cerca de 80% da população – só foi criado em 1988, três anos após o fim da ditadura.

4. “Não havia corrupção no Brasil”

10 mitos sobre a ditadura no Brasil
Uma características básica da democracia é a participação da sociedade civil organizada no controle dos gastos, denunciando a corrupção. E em um regime de exceção, bem, as coisas não funcionavam exatamente assim. Não havia conselhos fiscalizatórios e, depois da dissolução do Congresso Nacional, as contas públicas não eram sequer analisadas, quanto mais discutidas. Além disso, os militares investiam bilhões e bilhões em obras faraônicas – como Itaipu, Transamazônica e Ferrovia do Aço -, sem nenhum controle de gastos (exatamente como nos dias de hoje).
Esse clima tenso de “gastos estratosféricos” até levou o ministro Armando Falcão, pilar da ditadura, a declarar que “o problema mais grave no Brasil não é a subversão. É a corrupção, muito mais difícil de caracterizar, punir e erradicar”.Muito pouco se falava em corrupção. Mas não significa que ela não estava lá. Experimente jogar no Google termos como “Caso Halles”, “Caso BUC” e “Caso UEB/Rio-Sul” e você nunca mais vai usar esse argumento.

5. “Os militares evitaram a ditadura comunista”

10 mitos sobre a ditadura no Brasil
É fato: o governo do presidente João Goulart era constitucional. Seguia todo à risca o protocolo. Ele chegou ao poder depois da renúncia de Jânio Quadros, de quem era vice. Em 1955, foi eleito vice-presidente com 500 mil votos a mais que Juscelino Kubitschek. Porém, quando Jango assumiu a Presidência, a imprensa bateu na tecla de que em seu governo havia um “caos administrativo” e que havia a necessidade de restabelecer a “ordem e o progresso” através de uma intervenção militar. Foi criada, então, a ideia da iminência de um “golpe comunista” e de um alinhamento à URSS, o que virou motivo para a intervenção.
Goulart não era o que se poderia chamar de marxista. Antes de ser presidente, ele fora ministro de Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek e estava mais próximo do populismo. Em entrevista inédita recentemente divulgada, o presidente deposto afirmou que havia uma confusão entre “justiça social” – o que ele pretendia com as Reformas de Base – e comunismo, ideia que ele não compartilhava: “justiça social não é algo marxista ou comunista”, disse. Há também outro fator: pesquisas feitas pelo Ibope às vésperas do golpe, em 31 de março, mostram que Jango tinha um amplo apoio popular, chegando a 70% de aprovação na cidade de São Paulo. Esta pesquisa, claro, não foi revelada à época, mas foi catalogada pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

6. “O Brasil cresceu economicamente”

10 mitos sobre a ditadura no Brasil
Um grande legado econômico do regime militar é indiscutível: o aumento da dívida externa, que permaneceu impagável por toda a primeira década de redemocratização. Em 1984, o Brasil devia a governos e bancos estrangeiros o equivalente a 53,8% de seu Produto Interno Bruto (PIB). Sim, mais da metade do que arrecadava. Se transpuséssemos essa dívida para os dias de hoje, seria como se o Brasil devesse US$ 1,2 trilhão, ou seja, o quádruplo da atual dívida externa. Além disso, o suposto “milagre econômico brasileiro” – quando o Brasil cresceu acima de 10% ao ano – mostrou que o bolo crescia sim, mas poucos podiam comê-lo.
A distribuição de renda se polarizou: os 10% dos mais ricos que tinham 38% da renda em 1960 e chegaram a 51% da renda em 1980. Já os mais pobres, que tinham 17% da renda nacional em 1960, decaíram para 12% duas décadas depois. Quer dizer, quem era rico ficou ainda mais rico e o pobre, mais pobre que antes. Outra coisa que piorava ainda mais a situação do população de baixa renda: em pleno milagre, o salário mínimo representava a metade do poder de compra que tinha em 1960.

7. “As igrejas apoiaram”

Sim, as igrejas tiveram um papel destacado no apoio ao golpe. Porém, em todo o Brasil, houve religiosos que criaram grupos de resistência, deixaram de aceitar imposições do governo, denunciaram torturas, foram torturados e mortos e até ajudaram a retirar pessoas perseguidas pela ditadura do país. Inclusive, ainda durante o regime militar, uma das maiores ações em defesa dos direitos humanos – o relatório “Brasil: Nunca Mais” – originou-se de uma ação ecumênica, desenvolvida por dom Paulo Evaristo Arns, pelo rabino Henry Sobel e pelo pastor presbiteriano Jaime Wright. Realizado clandestinamente entre 1979 e 1985, gerou uma importante documentação sobre nossa história, revelando a extensão da repressão política no Brasil.

8. “Durante a ditadura, só morreram vagabundos e terroristas”

10 mitos sobre a ditadura no Brasil
Esse é um argumento bem fácil de encontrar em caixas de comentário da internet. Dizem que quem não pegou em armas nunca foi preso, torturado ou morto pelas mãos de militares. Provavelmente, quem acredita nisso não coloca na conta o genocídio de povos indígenas na Amazônia durante a construção da Transamazônica. Segundo a estimativa apresentada na Comissão da Verdade, 8 mil índios morreram entre 1971 e 1985. Isso sem contar as outras vítimas da ditadura que não faziam parte da guerrilha.
É o caso de Rubens Paiva. O ex-deputado, cassado depois do golpe, em 1964, foi torturado porque os militares suspeitavam que, através dele, conseguiriam chegar a Carlos Lamarca, um dos líderes da oposição armada. Não deu certo: Rubens Paiva morreu durante a tortura. A verdade sobre a morte do político só veio à tona em 2014. Antes disso, uma outra versão (bem mal contada) dizia que ele tinha “desaparecido”. Para entrar na mira dos militares durante a ditadura, lutar pela democracia – mesmo sem armas na mão – já era motivo o suficiente.

9. “Todos os militares apoiaram o regime”

10 mitos sobre a ditadura no Brasil
Ser militar na época não era sinônimo de golpista, claro. Havia uma corrente de militares que apoiava Goulart e via nas reformas de base um importante caminho para o Brasil. Houve focos de resistência em São Paulo, no Rio de Janeiro e também no Rio Grande do Sul, apesar do contragolpe nunca ter acontecido. Durante o regime, muitos militares sofreram e estima-se que cerca 7,5 mil membros das Forças Armadas e bombeiros foram perseguidos, presos, torturados ou expulsos das corporações por se oporem à ditadura. No auge do endurecimento do regime, os serviços secretos buscavam informações sobre focos da resistência militar, assim como a influência do comunismo nos sindicatos, no Exército, na Força Pública e na Guarda Civil.

10. “Naquele tempo, havia civismo e não tinha tanta baderna como greves e passeatas”

10 mitos sobre a ditadura no Brasil
Quando os militares assumiram o poder, uma das primeiras medidas que tomaram foi assumir a possibilidade de suspensão dos diretos políticos de qualquer cidadão. Com isso, as representações sindicais foram duramente afetadas e passaram a ser controladas com pulso forte pelo Ministério do Trabalho, o que gerou o enfraquecimento dos sindicatos, especialmente na primeira metade do período de repressão. Afinal, para que as leis trabalhistas vigorem, é necessário que se judicializem e que os patrões as respeitem.
Com essa supressão, os sindicatos passaram a ser compostos mais por agentes do governo que trabalhadores. E os direitos dos trabalhadores foram reduzidos à vontade dos patrões. Passeatas eram duramente repreendidas. Quando o estudante Edson Luísa de Lima Souto foi morto em uma ação policial no Rio de Janeiro, multidões foram às ruas no que ficou conhecido com o a Passeata dos Cem Mil. Nos meses seguintes, a repressão ao movimento estudantil só aumentou. As ações militares contra manifestações do tipo culminaram no AI-5. O que aconteceu daí para a frente você já sabe.
Fonte: Curioso.blog.br

41 comentários:

  1. Eu discordo de 2 desses mitos, 1 - realmente foi uma ditadura branda que só combateu comunistas, e o direito de ir e vir internamente era patente, houve excessos, mas como ditadura foi branda. 5 - realmente os militares evitaram uma ditadura comunista, quando Jânio renunciou, Jango estava na China que naquele tempo era comunista, socialistas estavam sendo treinados em Cuba para fazerem uma revolução armada no Brasil. Parabéns aos militares.....

    ResponderExcluir
  2. Grato pelo comentário. Também concordo com você. Eu nasci em 63 e não vivi muito essa época, mas já li e ouvi relatos que o país realmente estava a beira do comunismo.

    ResponderExcluir
  3. Defina comunista: Ta na cara que vc nao sabe o que eh isto. A ditadura nao combateu so comunistas, combateu todos democratas. Ou vc acha que FHC (exilado) eh ou era comunista? ou o Serra? ou o Raul Seixas. Os milicos acabaram com este pais, covardemente mataram pessoas, foram o lixo do Brasil, pois juraram defender a patria e tomaram o poder a mando dos EUA (veja a operacao Condor) e sabera os verdadeiros motivos da ditadura no Brasil. Proteger os interesses americanos.Os militares golpistas foram os traidores da Patria

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Nasci em 64 e nunca tive problemas com o que e definido como ditadura militar.
      Sei que podia sair de casa sem medo de ser assaltado , as propriedades nao eram invadidas pelo MST , enfim , as pessoas se sentiam seguras .
      Havia ordem nas coisas e as pesoas respeitavam as leis e uma as outras.
      Nao conheco nenhum militar que ficou rico ou com dinheiro na cueca.
      Gostaria que alguem contasse quantas pessoas foram mortas durante aquele periodo e quantas sao mortas atualmente .Tenho absoluta certeza de que era melhor para o cidadao comum.

      Excluir
    2. documentário muito superficial, cita os tópicos mas não aprofunda, não ataca o cerne das questões descritas. sinto um "cheiro de mortadela" influenciando o autor dessa "obra".

      Excluir
  4. Amigo Mauro, nasci em 1969, em 76 entrei na escola, o Presidente era o General Ernesto Geisel, mas uma coisa posso dizer, na escola se estudava, aprendia ou "rodava", havia ordem, disciplina, os caçados eram os baderneiros comunistas, havia ordem nas ruas, bares fechavam as 22:00 horas, coisa que diminuía a criminalidade, os bandidos como José Genoíno eram caçados implacavelmente e com toda a razão. Na minha opinião Jânio Quadros foi um frouxo e Jango um pulha aliado dos comunas.
    Abraço!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Concondo 100% contigo, Aurelio. Jango era um pulha e comunista. Os militares impediram a implantação do comunismo, ao contrário do que afirma o comentarista anônimo acima. Aos que tem preguiça de estudar, uma dica : Há um vídeo do Fernando Gabeira , que foi um dos contemporâneos de muitos agentes treinados em Cuba e hoje no poder federal, onde ele confessa que o que eles queriam era a criação de uma ditadura do proletariado.

      Excluir
    2. Realmente Aurelio, naquela época, existia disciplina no pais, podíamos ficar a noite, conversando na calçada, assistir tv com a porta aberta, sem medo de levar tiro de ladrão e traficante, nunca me esqueço das caminhadas com toda a família pelo centro da cidade a noite, vai tentar fazer isto hoje...

      Excluir
    3. Em relação à educação, não há dúvidas : as escolas públicas no período militar, apesar de não serem nenhum exemplo de excelência, eram sim bem melhores que as atuais. Fui aluno de escola pública na época do regime militar e hoje, com 50 anos, sou professor de escola pública e o que se encontra hoje é a escola transformada em local de deseducação, onde o aluno tem todos os direitos e nenhum dever; a escola serve também para dar guarida a vagabundo, adolescentes que fazem tráfico dentro das escolas são protegidos pelo ECA, LDB e conselhos tutelares da vida, a escola virou embaixada pra bandido. Professores e diretores têm medo até de se dirigir a um aluno para repreendê-lo, tudo o que for dito, na visão distorcida do aluno e de seus pais (sim, os pais são muitas vezes piores que os filhos) pode virar motivo de processo.
      Se houvesse uma maneira da volta do militarismo sem os excessos aqui comentados por você, torturas, exílios etc, eu prefereria viver sob um regime militar.

      Excluir
    4. Verdade Aurélio, nasci em 70, alunos respeitavam professores e até seus pais, já existiam professores homossexuais, como o LGBT reclamam hoje, tinha a Lei da Vadiagem, só poderiam ficar mais de 22:00 na rua de sua casa, não havia viciados e drogas como hoje, em nossas casas não haviam grades, é galera, grades! Chupa essa! E realmente não lembro de militares ou filho deles, amigos meus ricos ou podre de rico. Vocês não tem ideia de que aconteceria se o comunismo imperasse.

      Excluir
    5. Vou acrescentar coisas que fazia em minha infancia... dormiamos de portas abertas, passavamos a noite na calçada (nos fds pois na semana todos dormiam cedo ) conversando com amigos... a palavra assalto era desconhecida (so em minha adolescencia ja nos anos 80 começaram roubos de toca fita nos carros. meu pai parava o carro na padaria e deixava a porta aberta, chave na ignição e carteira no banco do carro pois levava apenas os trocados para comprar pao e leite (não eramos ricos... era um fusquinha 63), minha escola ensina e e muito bem, aprendia tudo com o professor, quase não precisava ler livros pois não havia discussao ideologica, so ensino das cadeiras. lembro da entrada do cinema custar o preço de um chiclet... minha mae toda hora nos levava para vacinar na filinha do posto de saude... sim ... tinhamos postos de saude que atendiam de forma lenta pois atendia a todos e bem. ia de onibus ao centro do Rio sem sequer imaginar que estivesse correndo algum perigo, os onibus ao menos em minha região eram suficientes e vazios e passavam a cada 10 minutos... desculpe mas não lembro de nada ruim que tivesse ficado em minha memoria, pois apesar de ser de classe media (hoje seria pobre ) não tinha magoas da vida pois todos os tipos de lazer gratuitos eram bem cuidados e seguros e a maioria dos outros eram baratos...

      Excluir
    6. Mauro Luiz, ao seu ver, qual seria o Regime ideal para o Brasil? o comunismo? Na verdade, nasci em 1953, e não lembro de coisas ruins, pois tíhamos saúde, educação, respeito. Era uma vida normal, para nós pobres. Eu só sei que, cresci, andando livremente e com segurança, pelas ruas de Manaus! A bandidagem não proliferava; não havia o "direitos dos manos", para defender bandidos... Nunca fui abordada por policiais. Tampouco agora, que tenho ido à maricá. Por umas três vezes, policiais pararam a Van em que eu estava, mas não pediram para olhar minha mochila, (que é bem grande), sabe por quê? Eu não fiquei apavorada, quando os vi. Como não devo nada a ninguém, não fico nervosa quando, passo perto dos militares. Enquanto agora, não podemos mais usar nada que chame a atenção... Daqui a pouco, teremos que andar vestidos de mendigos...

      Excluir
    7. Olá. Tudo bem. Grato por participar do blog. As postagens que coloco não refletem minha opinião. Eu quero justamente suscitar o debate que é fundamental para a democracia.

      Excluir
  5. Os militares estavam certos e intervieram para combater a clara ameaça de implantação da "DITADURA DO PROLETERIADO"(Vejam um dos famosos militantes da época,Gabeira afirmar isso:https://www.youtube.com/watch?v=q3k_qEU7fyQ).Erraram depois por ficarem muito tempo até passarem o poder e alguns excessos no combate ao terrorismo da luta armada promovida pela esquerda. Fizeram obras que dão sustentação à economia brasileira, até hoje. Administraram com honestidade e transparência. Saíram do Palácio do Planalto com o mesmo patrimônio que tinham. O que dizer de Lula e outros que verdadeiramente saquearam os cofres públicos em proveito pessoal?! Ou acreditam que passariam em "um pente fino" da receita como os "generais presidentes" passaram após ser checado seu patrimônio após suas mortes como escreveu o jornalista Carlos Chagas e outros...se corrupção ocorreu não foi dos militares!
    Vejo que a única solução para que o Brasil volte aos trilhos hoje é nova intervenção militar com a expulsão para Cuba e Venezuela desses petralhas que estão levando o Brasil para o fundo do poço!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Só se for considerada uma piada sem graça. Um erro, aliás, utópico, não justifica outro. Elio Gaspari, "A Ditadura Envergonhada" deveria ser leitura obrigatória..."...saíram do Planalto com o mesmo patrimônio que tinham..".Chega!! É demais!!!

      Excluir
  6. Olá, vim retribuir a visita, achei muito interessante seu blog, estou seguindo sua fã Page
    Linda quinta feira pra você
    Abraços

    Lih

    ResponderExcluir
  7. BONS TEMPOS. NAQUELA ÉPOCA HAVIA LEI E ORDEM. MUITO BOA ÉPOCA. NÃO TINHA ESSA SAFADEZA QUE EXISTE HOJE. A SE VOLTASSE AQUELE TEMPO.

    ResponderExcluir
  8. E o que mudou no Brasil de hoje ? Nada, continuamos a viver uma ditadura democrática.

    ResponderExcluir
  9. Parece que falta exame sério na maioria dos comentários acima: se existe violência se fez pelo aumento da desigualdade. Se vcs falam em ordem, também existia no Nazismo, na URSS e os problemas sociais não eram resolvidos (também os "baderneiros" além de comunistas, eram os opositores. Quanto à corrupçao dá-se doces para quem provar que não havia no "milagroso" governo militar. Agora, não sou petista nem comunista, apenas leio um pouco mais e não generalizo. Vivi o regime militar e concordo com o texto apresentado!!!

    ResponderExcluir
  10. Vivi nessa época e posso dizer com toda segurança :a unica coisa boa era o ensino porque o resto era pior ou igual atualmente AGUA vinha um caminhão pipa 2 vezes por semana e a gente tinha que correr com uns baldinhos e entrar numa fila kilometrica se não quisesse passar sede ,e ó eu morava no alto da Vila Maria pertinho da Praça Cosmorama .Comida era controlada sim ,xis pra tantas pessoas ,havia drogas de montão também ,mulheres eram curradas adoidados e nem tinham direito a fazer um b.o ,e ai de quem dissesse que o sr presidente era feio ,ja era considerado terrorista e preso.Falo isso porque na época eu tinha 13 anos e até hoje eu tenho verdadeiro terror só de pensar que um dia aquilo possa voltar ACORDA quem diz que naquele tempo era melhor. Porque verdadeiramente eu senti na pele o que é viver numa ditadura

    ResponderExcluir
  11. Tudo depende do ponto de vista de cada pessoa: eu fui muito feliz nesta época, estudei, trabalhei, criei filhos (todos nas escolas do estado, onde o ensino foi muito bom sim, todos formados hoje no nivel superior graças ao bom nivel escolar de base). Entretanto, pessoas inconformadas e alienadas foram as ruas assaltar bancos, atirar com arma de fogo em pessoas que estavam trabalhando, sequestrar e torturar pessoas inocentes, esperariam o que de qualquer governo ???? Era necessário para com isso sim . O governo de Jango não foi bom, tanto oposiçao e situaçao concordavam com isso. Sobre corrupção, sempre existiu e vai existir enquanto tiver pessoas com muita ganancia, mas era muito, mas muito menor do que atualmente, só ver pelo partido do trabalhadores, um dos mais corruptos e inescrupulosos que já vi . Então, antes de publicar matérias assim consulte os cidadãos honestos e trabalhadores daquela época e achará a verdade: que a maioria do povo foi feliz e com muito trabalho conquistou seu espaço . Para as pessoas que nasceram depois destes fatos, não deixe levar apenas pelo um lado da história. Meu relato aqui nào é para ofender ninguem, mas estou cansado dessa estória do "guerrilheiro pobrezinho, coitadinho" , eles só queriam atirar nas pessoas e instalar um ditadura proletária no país, algo que não deu certo em nenhum lugar do mundo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Grato por participar do blog.
      Brilhante relato seu.
      A minha intenção era essa, promover o debate entre as partes contrárias, como você pode ter percebido nos demais comentários.

      Excluir
  12. Os defensores do regime militar, que defendem o indefensável em nome de seu próprio umbigo se esquecem, entre outras sacanagens, dos milhões que se viram favelizados com o arrocho salarial. A propósito, Michel Temer esteve há pouco na China. Ninguém vai acusá-lo de comunista?

    ResponderExcluir
  13. Grato por acessar e participar do blog.

    ResponderExcluir
  14. Os favoráveis ao regime militar, que defendem o indefensável em nome de seu próprio umbigo se esquecem, entre outras coisas, dos milhões que se viram favelizados com o arrocho salarial. A propósito, Michel Temer esteve há pouco na China. Ninguém vai acusá-lo de comunista?

    ResponderExcluir
  15. Sem entrar em detalhes, e muito menos em dados, posso dizer pelo que vivi. A sensação de segurança era muito maior, o ensino era sério em escolas públicas, e nunca tive problemas com o setor de saúde. Em contrapartida era também claro que não havia liberdade de expressão e todos ficavam sempre temerosos em relação à alguma opinião, democracia nem pensar. Se seguia uma "cartilha" de comportamentos em casa, na rua e na escola, o que pode até parecer ruim, mas acho que teve sua valia, na formação da juventude, impondo limites.
    Quanto a drogas, sim existia, embora bem menos que hoje, e muito mais maconha. Somente nas altas rodas que apareciam coisas diferentes.
    Poder paralelo, facções criminosas nem pensar. Quando algo assim se manifestava, grupos de extermínio estavam a postos.
    Infelizmente naquela época, muitos inocentes e pessoas de boa índole morreram, mas acredito que hoje essa quantidade percentualmente falando é muito maior.
    Bem, isso é relato, não defendo a ditadura, nem partidos, nem posição alguma. Somente um relato... da minha realidade vivida.

    ResponderExcluir
  16. O que posso dizer desta época, é que meus pais criaram 11 filhos, com muita dificuldades, mas com muita liberdade dentro do respeito aos mais velhos e professores em sala de aula, nesta época estamos em guerra, com certeza ouve abuso de poder...enfim era uma guerra!. quanto ao gasto da época e obras faraônicas...eu fico com o legado deixado pelos militares, mesmo pq é provado que nenhum dos 5 morrem afortunados como os ex presidentes de hj. Pena que a historia desta época foi contada por um só lado...por professor de esquerda. poderia ter sido menos parcial. ai veríamos que o regime militar teve sim uma participação importante pro nosso pais.

    ResponderExcluir
  17. discordo de vc ai amigao!educacao sucateada? tempos de ditadura qualquer umsabia ler e escrever e fazer calculos com facilidade .....Hoje em dia alunos com primeiro grau completo alem de nao saberem ler e escrever nem sabem tabuada....entao menos bem menos!!!

    ResponderExcluir

Olá! Muito obrigado por ler meu Blog. Seja muito bem-vindo!

Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial