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30 de julho de 2016

A verdade oculta sobre Hiroshima e Nagasaki que você não sabe

Curiosidades históricas

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Como convencer milhões de pessoas a apoiarem uma tragédia indefensável? Basta dar-lhes uma boa história e omitir as verdadeiras razões. Conheça a verdade oculta sobre Hiroshima e Nagasaki.

Este ano completou-se o 70º aniversário do bombardeio nuclear de Hiroshima e Nagasaki. Décadas mais tarde, a decisão dos EUA de usar armas nucleares permanece envolta em controvérsia e desinformação.
Gregg Herken, professor de História na Universidade da Califórnia, lançou luz sobre os cinco mitos mais divulgados a este respeito em um artigo do ‘The Washington Post‘.

1. A bomba acabou com a guerra

A ideia de que as bombas nucleares levaram à rendição do Japão em 15 agosto de 1945 tem sido para muitos estadunidenses o conhecimento padrão de como e porque a guerra terminou.

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Mas estudos recentes baseados nos documentos japoneses concluíram que a entrada inesperada da URSS na guerra contra o Japão em 8 de agosto foi, provavelmente, um golpe ainda maior para Tóquio do que o bombardeio de Hiroshima dois dias antes.
Até então o Japão esperava que os russos pudessem ser intermediários nas negociações para pôr fim à guerra.
2. A bomba salvou meio milhão de americanos
O ex-presidente Harry Truman citou em suas memórias que foram os militares que lhe disseram que meio milhão de americanos morreriam, se a invasão do Japão tivesse ocorrido.
Esta cifra equivocada foi usada para justificar o bombardeio atômico. Mas o historiador Barton Bernstein observa que os militares dos EUA previram em meados de Junho de 1945, que a invasão do Japão, datada para 01 de novembro, resultaria em 193.000 vítimas norte-americanas, incluindo 40.000 mortes.
3. Invasão do Japão como a única alternativa para a bomba

Normalmente duas opções para o fim da guerra são mencionadas: lançar a bomba ou desembarcar na costa do Japão.
No entanto, além de simplesmente continuar o bombardeio convencional e o bloqueio naval do Japão, havia mais duas opções conhecidas na época.
A primeira era mostrar o poder da bomba atômica antes, em vez de usá-la militarmente, como por exemplo, realizar um teste em uma ilha desabitada ou deserto, convidando observadores do Japão e de outros países para o show.
A segunda opção era a de aceitar a rendição com as condições do Japão, senda a mais importante que imperador Hirohito não fosse julgado como criminoso de guerra. Ponto inicialmente rejeitado, mas que foi efetivamente satisfeito após a rendição de Tóquio.
4. Os japoneses foram avisados
Os EUA lançaram panfletos sobre muitas cidades japonesas, incitando os civis a fugir antes de atacar com as bombas convencionais. Os folhetos alertavam para uma “destruição rápida e completa” e “chuvas devastadoras do ar, nunca vistas antes na Terra”.
Estes fatos são frequentemente citado nas discussões sobre o bombardeio atômico. No entanto, nenhuma das cidades escolhidas como alvo para um ataque nuclear foi avisada antes.
A omissão foi deliberada, para evitar que os aviões que portavam as bombas nucleares fossem interceptados pelas defesas antiaéreas.

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5. A bomba foi usada como uma forma oportuna para se obter uma vantagem diplomática sobre a Rússia e provou-se ser um grande trunfo, no início da Guerra Fria

Este argumento tem sido a base da historiografia revisionista: O uso da bomba antes da URSS entrar no conflito com o Japão teria reduzido o papel dos últimos na ordem do pós-guerra e impressionado os russos com o seu poder destrutivo.
Na verdade, foi o planejamento militar, em vez das razões diplomáticas, que ditaram o uso das bombas para que fossem lançadas assim que estivessem prontas.
Em torno do “trunfo”, o então secretário de Estado James Byrnes, retornado da primeira reunião pós-guerra de ministros das Relações Exteriores, realizada em Londres, em setembro de 1945, lamentando que os russos eram “teimosos, obstinados e não tinham medo”.

5 comentários:

  1. Quem conta historia sempre aumenta um poco, os EUA já aumenta de primeira,mais de todos mau pelo menos acabou a gerra, que só tem coisas ruins.

    .http://www.gustavoinfol.blogspot.com.br/

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  2. Acredito na história oficial, faz mais sentido!

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  3. Não sei não. Tem muita coisa no mundo que ninguém sabe.
    Grato por acessar e comentar no blog.

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  4. Parabéns pelo texto ... Achei muito interessante a história ;)

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