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3 de novembro de 2015

D. João VI: curiosidades sobre o nosso Príncipe-Regente

Curiosidades históricas


D. João VI tinha cabeça enorme, corpo roliço, pernas curtas, mãos e pés minúsculos, rosto avermelhado com papadas, fealdade que se reputa das maiores ocorridas em pessoas de casa real de qualquer país da Europa.

Feio, baixo e barrigudo, mas acima de tudo despreparado para o cargo, D. João VI era filho de D. Pedro III e D. Maria I. Assumiu o trono como Príncipe- Regente, quando em 1792 sua mãe foi declarada louca.


D. João não fora educado para ser o rei. Essa tarefa estava destinada a seu irmão mais velho D. José, o herdeiro primogênito que morreu precocemente, em 1788, de varíola.



D. João VI
D.João VI

Casou-se aos dezoito anos com a princesa espanhola Carlota Joaquina, que na época tinha dez anos, uma união com claras intenções políticas. São públicas as desarmonias, desavenças e diferenças irreconciliáveis do casal, sempre moraram em palácios diferentes. 

Apesar disso tiveram nove filhos, que segundo diziam pelas Cortes, eram de pais diferentes.

D. João VI tinha uma personalidade que não combinava com as necessidades e os deveres reais: era tímido, calado, indeciso, omisso. Tinha acessos de melancolia e indiferença total.

Mesmo com todos esses defeitos, D. João VI e a família real portuguesa conseguiram fugir da turbulenta Europa escapando até de Napoleão Bonaparte e migrar para o Brasil, estabelecendo-se aqui e explorando nossa terra por várias gerações, mesmo depois da independência .

Árvore da família D.João VI
Árvore genealógica D. João IV

D. João VI tinha mania de dizer a toda hora "Hem! Hem!" Também era louco por coxas de galinha. A tradição passou para seu neto, d. Pedro II. O segundo imperador brasileiro era um apreciador insaciável de pratos de canja de galinha. Até no teatro, ele degustava a sopa, entre um ato e outro.

Poucos meses depois de sua chegada, o príncipe regente aboliu um alvará de 1785, que proibia a instalação de indústrias no Brasil. D. João VI publicou também um decreto autorizando estrangeiros a possuir terras no Brasil.

Mandou exterminar algumas tribos de índios que considerava serem hostis para garantir a utilização de alguns caminhos terrestres no litoral brasileiro.
 
Depois de expulsar as tropas de Napoleão, os políticos portugueses exigiram a volta do rei à sua pátria. Indeciso, D. João VI acabou cedendo às pressões, retornando para Portugal, mas deixou aqui seu filho d. Pedro.
 
O Banco do Brasil foi fundado em 12 de outubro de 1808 por d. João. O Banco do Brasil foi o quarto banco emissor do mundo. Antes dele, apenas Suécia, Inglaterra e França havia emitido. Instalado num prédio da antiga rua Direita, esquina com a rua São Pedro, no Rio de Janeiro, o banco iniciou suas atividades em 11 de dezembro de 1809.

D.João VI
D. João VI
Em 25 de abril de 1821, D. João VI e a corte voltaram a Portugal, para onde levaram os recursos que haviam depositado no Banco. Foi a primeira crise da instituição.
 
Para capitalizar o Banco do Brasil, D. João se fartou de vender títulos de nobreza a comerciantes, usineiros, fazendeiros e quem tivesse dinheiro. Em pouco mais de um ano, o Brasil já tinha mais condes, duques, barões e marqueses que a Corte portuguesa. Havia também títulos mais baratinhos, como o de comendador, de cavaleiro ou de oficial. 

Enquanto esteve no Brasil, D. João VI distribuiu 2.630 títulos de cavaleiro, 1.422 da Ordem de S. Bento de Avis e 590 de Santiago.

No século 18, médicos britânicos revelaram propriedades terapêuticas da água salgada. No século seguinte, portadores de diversas enfermidades, seguindo recomendações de doutores britânicos e franceses, recorriam aos banhos de mar.
A vinda da família real acabou trazendo esse costume para as praias brasileiras. Em 1810, D. João VI tomava banhos regulares na praia do Caju, no Rio de Janeiro, para curar um ferimento. O exemplo do rei animou novos adeptos, gerando o surgimento de casas de banho na cidade.

  







18 comentários:

  1. Quanta tolice de quem não conhece D. João!

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  2. Grato por acessar o blog e fazer o comentário.

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  3. Verdades verdadeiras. Assim como sua mãe D. Maria, a Louca (titulo oficial de " A Louca"), D. João VI tinha toda a aparencia e comportamento de pessoa com desequilibrio mental, Seu irmão, que reinou antes, D. José I, após terremoto que devastou Lisboa foi encontrado por seu Primeiro Ministro, Marquês de Pombal, encolhido num canto do palácio, choramingando, perguntando " e agora, o que fazer" . O austero Primeiro Ministro lhe disse: "Enterrar os Mortos e Cuidador dos Vivos". Portanto, um irmão tambem desequilibrado mental.

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    1. Não se deve escrever sobre aquilo que se ignora. D. João VI era neto de D. José I que morreu em 1777 foi pai de D. Maria I e esta rainha teve um filho primogénito chamado José que não reinou porque morreu e D. João VI era irmão dele. Foi ele que herdou o trono da mãe, que enlouqueceu em 1792. Ficou D. João como regente e partiram para o Brasil devido às invasões francesas em 1808. D. João VI era feio e gordo mas foi o único rei da Europa que escapou a Napoleão. Ter medo de um terramoto daquelas dimensões todos nós teríamos e isso não faz dele um maluco. Fez uma obra notável no Brasil. Há livros sobre isso para quem não é ignorante.

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    2. Essa explicação foi esplêndida.E por essas e outras razões,que pela ignorância intelectual e por falta de informações, que o Brasil está atolado em M...

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  4. Grato por acessar e participar do blog.

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  5. As críticas e malquerenças a respeito de D. João VI morrem quando recebem um comentário de nada mais nada menos que Napoleão Bonaparte, disse ele a respeito do Príncipe Regente português: "Foi o único que conseguiu me enganar". D. João não fora preparado para ser Rei, seu irmão morrera e ele teve que assumir este encargo em um momento histórico em que a realeza francesa, a mais rica, famosa, poderosa e influente da Europa havia sido morta na guilhotina. D. João e seu temperamento ? era calmo, paciente, sabia ouvir, habilidoso e moderado no trato pessoal, não criava, alimentava ou guardava rancores. Como sabia de suas limitações, e isto é prova de inteligência, cercava-se de assessores competentes, como Tomas Antônio Villanova Portugal, Chefe do ERARIO, do Conde de Linhares, da facção pró-inglesa, do Conde da Barca, da facção francesa, tinha assessores de primeira linha para política administrativa, interna e externa, assim como sabia conquistar as pessoas. Se as "falhas" de caráter de D. João, o silêncio, a "indecisão", a "fraqueza" forem colocadas na balança, tudo isto se resume a uma palavra: ouvir, que é o apanágio dos democratas, nenhum ditador gosta de ouvir. No Brasil, declarou guerra à França, anexou o Uruguai e a Guiana Francesa. Em nenhum tempo o Brasil foi tão grande quanto na época de D. João VI. Criou centros de fomento à cultura, como a Biblioteca Nacional, o Arquivo Nacional, o Real Gabinete Português de Leitura, criou estaleiros, fábricas de pólvora, metalurgias, reformou a administração, a arrecadação e propugnou por saúde pública gratuita. Saneou a Baixada Fluminense pela primeira vez e se preocupava com a condição dos escravos, dos quais Carlota Joaquina, sua mulher, tinha particular aversão. D. João VI foi um homem à frente do seu tempo. Pena que o lado infantil, anedótico e pueril preste este desserviço.

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    1. Muito bem. Assim é a verdade, mas as anedotas é que ficam na mente das pessoas. Em Portugal falei com uma leiloeira que tinha para vender vários escritos de D. João VI, com recados para o cocheiro e outros criados do paço, onde mostra que escrevia bem e era inteligente.

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  6. Grato por acessar e comentar no blog. Excelente e esclarecedora explanação.

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  7. D. João vi foi o maior lider político do séc xix. Vá para as literaturas portuguesas originais, que vcs saberão sua potencialidade. Era um moita altamente estratégico. Se o brasil tem progresso hoje em dia foi graça a ele.
    As pessoas tiravam-no como covarde. Como? Atravessar o atlântico com caravelas, considero um ato de muita bravura.
    era capaz de atravessar o atlântico

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    1. D. João ainda Príncipe Regente porque Dona Maria estava louca não foi em caravelas para o Brasil mas sim em naus e grandes barcos. com o apoio da Inglaterra. Uma viagem fantástica para a época porque ninguém morreu a bordo. Se quiserem saber mais sobre essa armada leiam o livro do anglo-brasileiro, meu amigo que vive em Petrópilis Kennett L.

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  8. Concordo com você plenamente. Grato por acessar e participar do blog.

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  9. para mim o mais significativo e unico em todo o mundo foi D pedro ter declarado a independencia do brasil pais que ainda hoje e os olhinhos dos tugas ( esta nos genes ). Dpedro I do brasil foi IV de portugal ja depois da independencia brasileira que era inevitavel como ha 40 anos as independencias de angola, moçambique e tec , etc no entanto foi o ultimo verdadeiro imperio a desaparecer ( so ha 40 anos atras )o que para um pais do tamanho dos estados do RJ e ES juntos e obra.

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  10. alias houve ate uma linha que queria que o brasil , pelo tamanho e recursos, se tornasse o regente do imperio, passando portugal a chamar se lusitanea ora na altura os usa ja eram independentes, os ingleses e franceses nao entendiam um poder tao grande, e em lisboa as elites nao se estavam a ver com a perda de influencia num pais ja com 600 anos, orgulhoso e que se considera o centro do mundo. O Brasil e realmente um pais abençoado por Deus e bonito por natureza, falta so realizar aquilo para o qual nasceu e foi organizado, ser uma potencia mundial efetiva.

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  11. Grato por acessar e participar do blog.

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  12. Verdadeiramente D. Pedro IV só foi rei de Portugal com esse título escassos dias, porque como estava no Brasil e ali foi criado desde pequeno amava o Brasil e como tinha de escolher entre o Brasil e Portugal ele escolheu ser imperador do Brasil e abdicou na filha mais velha D. Maria I, que só subiu ao trono em 1834 porque o tio D. Miguel irmão de D. Pedro usurpou o trono de Portugal. D. Pedro deu a independência ao Brasil em 1822 porque tinha uma visão aberta do mundo, embora se diga muito mal dele por todo o lado por ter tido muitas amantes e filhos de diversas mulheres. Foi um grande homem e infelizmente morreu em 1834. Paz à sua alma.

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  13. O autor deste blog deve estar possuído por um qualquer trauma devido às incontáveis burricadas que pretende passar abusando da ingenuidade e ignorancia de quem o lê. Felizmente estão escritos comentários que tentam corrigir as palafarnices de um tonto, que de facto é, o autor do blog.

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  14. Harlei Cursino Vieira20 de julho de 2017 17:17

    Dom João VI só fez uma coisa errada: 'Mandou exterminar algumas tribos de índios que considerava serem hostis para garantir a utilização de alguns caminhos terrestres no litoral brasileiro.' Ele deveria ter agido de outra forma!

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Olá! Muito obrigado por ler meu Blog. Seja muito bem-vindo!