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21 de junho de 2016

OS NAMOROS NO BRASIL COLÔNIA NOS SÉCULOS 18 E 19

Curiosidades históricas


No passado, oportunidade de encontrar as namoradas era na missa.

Rapazes rodeavam as meninas nas portas das igrejas. Durante os séculos 18 e 19, os namoros eram controlados pelas famílias. Para cortejar, os namorados beliscavam e pisavam nos pés das moças. E trocavam bilhetes durante as celebrações religiosas.

namoros brasil colônia

A questão do namoros naqueles tempos era muito complicado, pois as pessoas e sobretudo os jovens não se encontravam, pouco se viam. Então as oportunidades únicas eram as missas dominicais ou então as procissões que a Igreja fazia pelas ruas da cidade.
Nas missas era muito comum os gaviões, que eram chamados os rapazes, se colocarem na porta das igreja para quando as moças (chamadas de pombas) passassem, que estavam sempre acompanhadas dos pais, irmãos e muitas vezes de escravos, beliscarem o antebraço das pombas porque essa era a forma mais comum de namoro naquela época, os chamados "mimos de Portugal".
Já dentro da igreja, aconteciam piscadelas, sinais e troca de bilhetinhos amorosos. Os pequenos escravos eram os encarregados de levar esses recadinhos em que os namorados se chamam de "meu bem de minha alma" ou então prometiam viver e morrer juntos.
Era muito comum pisar no pé da moça. Essa pisadela, que aliás foi muito usada pelo Imperador D. Pedro II nos pés da Condessa de Barral, que foi sua grande paixão, era a forma de demonstrar o encantamento que o homem tinha pela mulher, porque o pezinho das mulheres era a parte do corpo mais cobiçada naquela época. Como as igrejas eram muito escuras e principalmente na época da paixão, quando apagavam-se as velas para lembrar o sofrimento de Cristo, os namorados aproveitavam rapidamente para se beliscar, pisar nos pés e fazer todo tipo de afago. Em algumas igrejas havia altares laterais em que, se aproveitando da escuridão, tinham-se relações sexuais muito rapidamente no interior destes altares, para horror dos bispos e da Igreja Católica.
Uma outra forma de namoro muito comum que era chamado de "escarrinho" onde o indivíduo ficava embaixo da janela da moça fazendo todo tipo de barulho, inclusive de escarro para chamar a atenção. Tínhamos também o namoro de "espeque" (peça de madeira que se escora alguma coisa), onde o homem ficava de pé parado na janela esperando que a moça aparecesse, faça chuva ou faça sol. 
Esses dois tipos de namoros eram muito perseguidos pelos pais, pois uma moça janeleira era sinônimo de moça fácil. As moças não podiam chegar nas janelas e vias pela fresta seus namorados.
Era comum também a troca de presentes. Quem tinha dinheiro mandava para a sua namorada fitas "achamalotadas", coifas de cabeça, corações em ouro e utensílios de cozinha. As moças mais simples recebiam como presentes laranjas, palmitos, etc.
Desde sempre também era muito comum a virgindade roubada onde as meninas deixavam levar sua virgindade, uma coisa extremamente perseguida pela Igreja que queria que todas casassem virgens, assim como as famílias, pois a virgindade era um bem que poderia assegurar bons casamentos.
Não era muito raro as moças correrem para o bispo (daí surgiu a expressão "vai se queixar com o bispo") se queixando que perderam suas virgindades e provavam mostrando os presentes e bilhetes amorosos de que haviam sido convencidas a se entregar. O bispo então mandava que achasse o namorado fujão para trazê-lo de volta. Havia pais pouco escrupulosos que gostavam de tal situação, pois caso o "Dom Juan" fosse rico, podiam pedir indenizações na forma de propriedades, riquezas ou escravos para compensar essa virgindade perdida.

Fonte: Rádio CBN-Rio/Coluna da Mary del Priore

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