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9 de julho de 2016

COMO AS MULHERES SE EMBELEZAVAM NO BRASIL COLONIAL

Curiosidades históricas


Apesar de pressão da Igreja Católica, mulheres usavam receitas para se embelezar

A partir do século XVI chegou ao Brasil o livro 'Receita de beleza', que dava dicas como depilação e maquiagem. Mas algumas receitas eram perigosas. Elas chegavam a usar sulfato para tirar pelos no rosto. Também havia receitas com pele de cobra.

Nos dias atuais as mulheres consomem diversos tipos de produtos de beleza que estão disponíveis a todo momento no comércio e nas mídias. Porém, nos séculos passados era difícil a mulher ficar bonita. Ela tinha que lutar muito pela beleza. Era difícil ficar bonita. Primeiro pela escassez de produtos naqueles tempos e depois pelas restrições da Igreja Católica que condenava a vaidade feminina. Não faltavam sermões nas igrejas que impediam as mulheres desdentadas de quando sorrir colocar a mão na frente da boca para disfarçar que estavam sem dentes. Tinha que mostrar que era feia mesmo.
No século XVIII era uma perseguição grande das mulheres que queriam ficar belas, ou como se diziam naquela época, "bem parecida" que era sinônimo de mulher bonita. 
A mulher tinha que se contentar com o que se tinha a sua volta para transformar realidades difíceis como as doenças que deixavam marcas na pele (varíola e catapora), acnes e manchas de sol. Hoje em dia temos produtos modernos que é só passar na pele que o caso está resolvido. No entanto, naquela época a coisa era mais difícil.


beleza mulher século 18


Vale lembrar que a partir do século XVI, começaram a circular na Europa e depois vieram para o Brasil, os livrinhos chamados de "Segredos de Beleza". Esses livrinhos traziam métodos para depilar sobrancelhas, pintar os olhos e os lábios e davam receitas de como colorir as maças do rosto. Mostravam também como se preparava, a partir do pau-brasil ou de cochinilha (tipo de inseto) o ruge que é o blush de hoje. Esse ruge que era preparado, ainda tinha que ser misturado a gordura de porco ou então a cera de abelha.
Primeiro passava-se no rosto o alvaiade (creme branco) que dava um aspecto a todas as mulheres de máscara de carnaval e por cima desse creme branco se escolhiam os tons de ruge que se ia usar. Usava-se um tom carmim para passeios ao livre, um vermelhão para ser utilizado a luz de velas ou um meio rouge para dormir.


beleza mulher século 18

O curioso era a importância da duração desse rouge. Era muito difícil fazer a mistura correta do ingredientes até se chegar na consistência desejada. Por conta disso, o rouge ficava no rosto das mulheres até por um mês.
Já se conhecia também a ação do sulfato de arsênico usado para depilação, mas não de pernas e axilas, mas de bigodes e barbas. Sem os devidos cuidados médicos e por problemas de menopausa e outras doenças, as mulheres abundavam em seus bigodes e barbas. 
O leite de cabra e a gordura de cavalo eram muito usados para garantir cabelos sedosos, assim como a pele e a gordura da cobra prometiam fazer com que a pele das mulheres ficasse nova em folha. Acreditava-se que esfregando a pele de cobra no corpo, a pele das mulheres ficaria cheia de vida.
O mais interessante era o cuidado com os cabelos. O importante na época é que as cabeleiras fossem embranquecidas graças a utilização da farinha de amido, de ossos secos transformados em pó ou então de madeiras raspadas reduzidas a pó. O cabelo recebia essa carga de pó branco como se fosse uma espécie de talco e depois eram aplicadas pomadas para que se pudesse fazer verdadeiras esculturas no cabelo. As mulheres só andavam com os cabelos presos e com penteados bem elaborados. Mulher de cabelo solto naquela época só em novela e série de televisão. Cabelo solto era coisa de louco. Percebia-se que até entre as africanas, usava-se tranças e birotes (cabelos presos no topo da cabeça).
Esse tipo de penteado as vezes eram tão grandes, que eram chamados de "tapa-missa" ou "trepa-moleque". Os viajantes estrangeiros contam que era dificílimo entrar na igrejas porque não dava para enxergar nada tal o tamanho dos penteados.
Antes do surgimento dos livros de beleza, as mulheres usavam produtos que se usam até hoje como cera de abelha, mel, amêndoa doce, gordura de carneiro, água de rosa, leite de pepino, etc. Mas havia outras coisas que não são usadas hoje em dia como o leite de mulher parida, eficiente contra a queda de cabelo ou para disfarçar sinais e cicatrizes.
Outro método muito usado para clarear a pele e esconder cicatrizes eram as flores brancas. Só que esse nome era dado para os excrementos animais, principalmente de cachorro, que se passava no rosto. A urina também era considerado um poderoso cicatrizante.
No passado a beleza era tão perseguida, que a palavra "embelecar" nos dicionários do século XVIII significava enganar, ou seja, mulher muito bonita era sinal de problema.

Fonte: Coluna da Mary del Priore/Rádio CBN-Rio

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