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9 de agosto de 2016

DOPPING NAS OLIMPÍADAS: BATALHA ENTRE GATO E RATO

O uso de dopping para melhorar o desempenho físico é mais antigo do que as próprias Olimpíadas.

Há mais de 4 mil anos os chineses já conheciam os efeitos dopantes de uma planta para aumentar a capacidade de trabalho dos trabalhadores no campo. Nos primeiros jogos da Era Moderna, em Atenas, em 1896, marca o aparecimento do doping em forma de bolinhas. 


História


Na Antiguidade

Com o início dos jogos olímpicos, como de costume, um dos assuntos mais comentados é o dopping.
A história do uso de substâncias dopantes não tem nada de novo. Faz parte da história do homem há milênios. Os chineses há 4000 anos conhecem os efeitos do chá da planta "machuang" que contém efedrina em altas doses, e que era utilizada para aumentar a capacidade de trabalho nas pessoas do campo.
Nos jogos olímpicos da antiguidade em 800 a.c., os atletas bebiam chás de diversas ervas além de usarem óleos e cogumelos para melhorar seus desempenhos.
No século XIX tornou-se popular o uso de uma bebida chamada "vinho Mariani", a base de folhas de cocaína que levava o nome do alquimista que o produzia.

dopping nas olimpíadas

Na Era Moderna

Nos primeiros jogos da Era Moderna, organizado pelo Barão de Coubertin em Atenas em 1896, marcaram o aparecimento das bolinhas como dopping. Eram pequenas esferas que continham diversas substâncias estimulantes, como cocaína, efedrina e estriquinina. Daí o termo "usar bola" como sinônimo de se dopar.
No período inicial do século XX, as Olimpíadas eram o momento de celebração do esporte e o espírito olímpico prevalecia e o uso do dopping era eventual ou pelo menos, eventualmente detetado, pois os atletas competiam puramente pelo prazer da superação individual.
Na Olimpíada de Berlim em 1936, marca o início da utilização política dos jogos. A fragorosa derrota do regime hitlerista pelo atleta americano Jesse Owens mudou o espírito das competições para sempre.
A segunda guerra mundial trouxe do front a pesquisa de substâncias que mantinham os soldados acordados por mais tempo e aumentavam a sua resistência ao cansaço.
Com a necessidade de recuperar os prisioneiros que sofriam de desnutrição nos campos de concentração, se acelerou a pesquisa e o uso de hormônios anabolizantes.
Seja por motivos políticos ou financeiros, o dopping passou a ser utilizado de modo mais científica porque agora o que valia era a vitória a qualquer preço. 
Esse preço foi cobrado de uma forma dolorosa nos jogos de 1960 (Roma) e 1964 (Tóquio), com a morte de dois atletas em campo por uso excessivo de substâncias estimulante e hormônios.
A partir daí, o Comitê Olímpico Internacional criou uma comissão médica que passou a atuar nos jogos da Cidade do México em 1968.
As técnicas de dopping continuam a evoluir da mesma forma que as técnicas de controle, ou seja, uma verdadeira briga entre gato e rato a conferir nos jogos do Rio de Janeiro.

  
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Fonte: Comentário do Dr Luis Fernando Correia/Rádio CBN-Rio.

  


   





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