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29 de set de 2017

A HISTÓRIA DA MACONHA NO BRASIL

Maconha foi proibida no Brasil pela primeira vez em 1830

Não há registro de como a cannabis sativa chegou ao país, mas ela é uma planta que surgiu no centro da Ásia e que já era conhecida na China há quatro mil anos.

Não se sabe ao certo como a maconha chegou ao Brasil. Como sinônimos de maconha temos liamba, diamba e fumo de angola. Como são de origem africana, presume-se que ela tenha vindo com os escravos. 
A maconha já era bastante conhecida na Europa. Suas fibras eram usadas para a fabricação de roupas, de tela de pinturas, de papel, óleo de iluminação e principalmente para fazer remédios.
De acordo com documentos e fontes históricas, o primeiro registro da proibição da erva foi em 1830 pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

maconha

O historiador Edson Carneiro (1912-1972) em seus estudos sobre temas afro-brasileiros, já identifica a maconha nos quilombos, principalmente no quilombo dos Palmares, onde os escravos fugidos a cultivavam para obter o tão apreciado fumo de angola.
O mais impressionante é a presença da maconha no livro de medicina mais popular no Brasil no século XIX, o famoso guia médico de Pedro Chernoviz. Nesse guia, a maconha é recomendada na forma de xarope como remédio na cura de bronquite crônica de crianças e para alguns tipos de asma e na tuberculose.
Pedro Chernoviz descreveu os efeitos da maconha da seguinte forma:  
"... debaixo da sua influência, o espírito tem a tendência à ideias risonhas. O efeito mais extraordinário é provocar gargalhadas que duram todo o tempo em que o indivíduo está submetido à sua influência. Mas para quem faz uso contínuo um estado de imbecilidade é absolutamente obrigatório."
Os usos médicos da maconha no século XIX foram vários: dor de cabeça, anorexia, diarreia, tétano, cólera e etc. Como podemos ver a maconha era mais remédio do que droga.

cannabis

cannabis

Já no início do século XIX uma série de médicos vão dizer que a maconha é uma espécie de vingança dos descendentes africanos contra os seus consumidores brancos como da mesma maneira que o ópio, que seria disseminado pela Europa, também seria uma vingança dos chineses em relação aos colonizadores europeus. Portanto já naquela época, havia uma associação da maconha com as classes mais empobrecidas.
Depois da proclamação da República, o código penal de 1890 vai associar o uso da maconha a uma série de crenças e práticas religiosas as quais esse código republicano vai perseguir como é o caso do curandeirismo, da umbanda e do catimbó. Através de estudos e documentos relatados na época, chegou-se a conclusão de que realmente o consumo da maconha era recorrente nas práticas religiosas citadas.
Depois da Segunda Guerra Mundial não só a maconha será reprimida, bem como todas as formas de drogas entorpecentes como a cocaína que já estava disseminada na Europa e no Brasil.
Durante o governo de Getúlio Vargas é que a repressão aumenta com uma grande campanha entre autoridades estaduais em que os usuários da maconha serão perseguidos. A maconha será associada à escoria da sociedade. Uma droga usada por pessoas pobres.
A maconha iria reaparecer a partir dos anos 60 nas praias cariocas como Ipanema, sendo consumida por surfistas, hippies e por uma parte de nossa intelectualidade como herança do movimento hippie que vinha tomando muita força nos anos 60/70. Ou seja, de classe pobre, a maconha passou a ser utilizada pelas classes média e alta. 

Fonte: Coluna da Mary del Priore/Rádio CBN-Rio

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