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17 de out de 2018

OSCAR WILDE: VÍTIMA DE PRECONCEITO

O irlandês Oscar Fingal O'Flahertie Wills Wilde (1856-1900) vivia na preconceituosa alta sociedade inglesa, do final do século XIX. Suas comédias faziam sucesso de público, embora alfinetassem essa mesma elite que o aplaudia.
Vivendo com extravagância, Wilde desfilava por Londres com magníficos trajes e belos jovens que o escoltavam pelos salões. Os fins de noite eram sempre orgias homossexuais, que escandalizavam a todos.
Sua desgraça foi encontrar-se com Lord Bertley, um jovem nobre, filho do marquês de Queensberry, que se apaixonou por Oscar Wilde. Passaram a desfilar juntos pelas ruas e salões de Londres e outros sítios da elite inglesa.
Tal prática era agravada por assumirem uma postura de casal heterossexual. Isso afetou a origem do jovem Lord, provocando reações adversas de seu pai. Eram vistos aqui e ali, aos beijos e abraços. Os padrões morais da época foram agredidos com tal procedimento.
A questão com Oscar Wilde complicava-se por ser ele, reconhecidamente, um grande escritor. Quando lançou O retrato de Dorian Gray, sua fama atingiu o píncaro. Sendo um romance atípico dentro da produção inglesa da época, e mesmo de todos os tempos, esse belo livro mostra a face noturna da existência do poeta. A sua coragem foi recompensada com a fama, mas o preço que pagaria por ela haveria de ser cobrado.

vida de oscar wilde

Todos notavam quando o grande autor desfilava com seu jovem amante, nos melhores ambientes da cidade. Wilde não fazia questão de esconder-se, mesmo sendo casado e com uma filha. Para ele era normal essa dualidade física e emocional. A Inglaterra de então não achava o mesmo.
O pai de Bertley, informado do escândalo que envolvia seu jovem filho, ameaçou Wilde referindo-se a ele como pederasta conhecido. Oscar ofendeu-se e, sem avaliar as forças que se confrontavam, processou o marquês, exigindo que ele provasse suas afirmações. Ora, com suas amplas posses, não foi difícil arranjar provas, e mais, inverter o processo, voltando-o contra Wilde.
Em 1895, após três julgamentos, o escritor foi condenado a dois anos de prisão, com trabalhos forçados, por “cometer atos imorais com diversos rapazes”. Perdeu também o respeito por sua obra. Parece que a hipócrita sociedade só aguardava que a lei o condenasse para ela também ratificar essa condenação, crucificando-o. Seus livros sumiram das livrarias, seu nome desapareceu dos jornais. Era agora apenas um pervertido pagando por seus crimes.
Libertado em 1897, passou a morar num lugar humilde em Paris e a usar o pseudônimo Sebastian Melmoth. Em 30 de novembro de 1900, morreu de meningite, agravada pelo álcool e pela sífilis.



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